O inferno astral de quem depende do MEC para definir o seu futuro, a agenda não liberal do governo, as preparações para 2022 e pequenas aulas de populismo. Tudo isso enquanto Lula dava um refresco para Bolsonaro e FHC dissertava sobre as suas angústias.

Não se esquece de compartilhar o post com a tia.


The following takes place between jan-28 and 03-fev


Matrioska do BNDES

A brochada pós unboxing do BNDES incomodou demais o presidente. Depois de anos caçando um fantasma que não existia, Bolsonaro resolveu criar outro factoide envolvendo o banco público. O problema agora são os R$ 6.000,00 por palavra que foram pagos para uma auditoria revelar o que todos já sabiam: não há uma infração legal nas operações de crédito para a JBS.

Gustavo Montezano corre sério risco de perder o cargo por cometer o crime de fazer o que Bolsonaro desejava e por ter aprovado um aditivo de R$ 13 milhões para a auditoria dos empréstimos. Há também a chance de a auditoria das operações da Odebrecht ficar a ver navios.

Montezano e Bolsonaro podem falar o que for, chorarem o quanto quiserem e gastarem todo o caixa do banco em busca de problemas nas suas operações de crédito subsidiado. Mas é pouco provável que o uso do banco de fomento para realizar fomento na economia acabe se transformando em acusação de ilegalidade. Pelo menos no que se refere às operações que o banco já abriu os dados após 2015.

Talvez seja a hora de Jair e sua turma investir em outros motivos para acusar a esquerda de ter destruído o país. Em algum momento o malabarismo retórico acaba cruzando com a realidade e, nessas horas, até mesmo o mais apaixonado fã do presidente pode perder a paciência com a criação de factoides.

Não custa lembrar: o aumento da transparência das operações do BNDES é algo que já é fato público desde 2015. A não existência da caixa preta do banco só não é mais velha do que os resultados desastrosos das operações por ele realizadas. Seria muito, portanto, pedir que o governo trate o tema com a seriedade necessária e pare de se esconder atrás de narrativas fraudulentas? Talvez. Mas sonhar é de graça e o travesseiro do blog é novinho.

Vem, 2022, vem nos fazer passar raiva

Após repetir impropérios e deixar o seu populismo autoritário à mostra, Lula resolveu usar o seu tempo livre para focar nas eleições de 2022 ao lado da presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann. Crente de que o PT é o único capaz de ir para um segundo turno com Bolsonaro (e sabendo que Fernando Haddad não se elege sequer para síndico), o ex-presidente se reuniu com o governador maranhense Flávio Dino.

A reunião teve três objetivos práticos: foder com o centro liberal que está ensaiando um voo desde as eleições de 2018, trazer o governador de volta para o PT e afastar o comunista de Luciano Huck. Está errado o ex-presidente no que faz? Não muito. É engraçado ver o PT sendo incapaz de ser vice em uma campanha? Também.

Populismo 101

Enquanto o ministro da Educação acumulava motivos para ser demitido, o presidente resolveu ir atrás de quem fez algo que é legal, porém, imoral. O número dois da Casa Civil, Vicente Santini, resolveu utilizar um jato da FAB para um voo exclusivo à Índia (onde Bolsonaro passou parte dos últimos dias). O valor do passeio caiu na net e, bem, o pessoal não gostou muito.

Santini chegou ao governo por ser amigo da família Bolsonaro. O presidente, ao tomar conhecimento do frete, avisou que o número dois seria demitido do cargo (sem ao menos comunicar antecipadamente para o chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni, a sua ação). Mas, com o apelo dos filhos de Bolsonaro, a sua régua moral migrou para a mesma posição que avalia os voos de Ricardo Salles (do Meio Ambiente) em aviões da FAB e o ex-secretário-executivo foi realocado em um novo cargo.

Pegou mal? Pegou mal.

Vendo que até a deputada e jornalista condenada por plágio Joice Hasselmann conseguiu tirar proveito político da situação, o presidente mudou de ideia outra vez. Enquanto Carlos Bolsonaro exercia a sua fixação com o cu alheio, Bolsonaro anunciou que Santini seria exonerado do cargo, para a tristeza de Onyx, que ficou enfraquecido após o caso.

É divertido como a meritocracia funciona no governo. Banqueiro que afirma que não há caixa preta no BNDES sem precisar de um cheque de R$ 48 milhões? Demitido em uma manhã de sábado. Ministro que é incapaz de corrigir uma prova? Mantido no cargo. Chefe que se coloca em situação de improbidade administrativa? Ganha apoio público. Ministro que está lotado de acusação de corrupção? Faz photo-op em Minas Gerais.

Secretário-geral da Casa Civil que é pego gastando mais do que deveria, ainda que por meios legais? Muda de emprego e só cai quando a sua posição coloca o governo como motivo de troça de ex-aliado.

E agora para algo completamente não diferente

Falando em gente que é pega por aí em situação comprometedora, a Procuradoria da República solicitou à Política Federal a abertura de um inquérito criminal contra Fabio Wajngarten, chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom). A investigação deverá apurar as suspeitas de crimes de peculato, advocacia administrativa e corrupção.

Para quem perdeu os últimos posts do blog, eis um recap: Wajngarten é acusado de utilizar as verbas da Secom para favorecer empresas de comunicação simpáticas ao governo. Tudo isso enquanto os grupos de mídia mantinham contratos com a FW Comunicação e Marketing, empresa da qual é sócio. Além disso, o chefe da Secom também incluiu a verba de R$ 1,8 milhão para 12 emissoras religiosas desde que chegou ao cargo.

Parte do dinheiro foi utilizado, por exemplo, para financiar as propagandas a favor da reforma da Previdência. A verba da Secom engordou os bolsos de nomes como Ratinho e Ana Hickman. Teria sido mais legal pagar mais para o estagiário de social media não ficar passando vergonha online no débito e no crédito.

O presidente, que até agora não viu nada de errado nas acusações, terá que lidar, também, com o resultado de uma averiguação do Tribunal de Contas da União e a Comissão de Ética Pública da Presidência (onde Wajngarten mentiu). Também cairá no colo de Bolsonaro dois indicadores não muito agradáveis para quem insiste na narrativa de combate à corrupção como uma base de seu governo: desde o começo de 2019, o número de denúncias de infrações éticas e conflitos de interesse saltou de 803 casos (em 2018) para 1.340 (em 2019), enquanto a capacitação de servidores públicos em gestão da ética foi lecionada para 1.339 alunos (contra 3.348 no ano anterior).

A indignação dos não injustiçados

Circula a boca miúda que Fabio Wajngarten tem feito lobby junto a ministros do TCU para escapar de qualquer punição. O argumento de Wajngarten é que o responsável pelos contratos foi general Santa Cruz, que ocupou o seu cargo nos primeiros meses do governo Bolsonaro. Ele também aponta que, na sua gestão, os repasses de verbas para empresas de TV caíram (ainda que a Artplan, cliente da FW, tenha se tornado a empresa que mais recebe dinheiro da Secom).

Apoiando a tentativa de jogar o problema para os braços de quem está longe do Planalto estão o general Ramos e os filhos de Bolsonaro (que mantém simpatia por Wajngarten graças aos laços que ele construiu entre parte da comunidade judaica e Bolsonaro).

O chefe da Secom está louco para abafar de vez o caso antes da retomada dos trabalhos do legislativo e, assim, evitar uma CPI sobre o tema. Não custa lembrar: o Mensalão começou de forma semelhante e CPI todo mundo sabe como começa, mas não como termina.

Na volta a gente vende

Lembra quando Paulo Guedes afirmava que venderia até terreno na Lua se possível fosse? O blog lembra. Parece que foi ontem que o governo jurava ser absurdamente liberal na economia e pronto para fazer saldão de bens públicos.

Afinal de contas, privatizar empresa pública (e/ou suas subsidiárias) no Brasil não é muito complexo. Há inclusive lambança constitucional aprovada pelo STF que facilita o processo.

Outro target que o blog se lembra bem era o fim do déficit das contas públicas, que seria baseado em várias reformas e muita privatização. No caso das reformas, a única que já foi enviada para o Congresso e aprovada foi a da Previdência, que tem efeitos a médio e longo prazo. Já o saldão de bens públicos? Viverá mais uma narrativa do bem contra o mal, ao menos no que depender de Salim Mattar.

O secretário de vendas do governo federal foi ao Twitter dia desses avisar que vendeu uma casa reservada a ministros por R$ 10,8 milhões, reduzindo a meta de venda de ativos para um trilhão, novecentos e noventa e nove bilhões, novecentos e oitenta e nove milhões e duzentos mil reais. O valor adquirido pela venda do imóvel mal faz cócegas no déficit atual do governo, que beira R$ 100 bilhões.

Todas aquelas outras estatais que Mattar afirmou que privatizaria em 2019 (mas na verdade fará isso em 2020 ou 2021)? Aparentemente, não podem ser vendidas mesmo que Guedes desejasse. Afinal, o governo federal, órgão com a prerrogativa de enviar Projetos de Lei para o Congresso que alterem as leis existentes, não pode mudar as leis ordinárias em vigor. Ou pelo menos tentar isso enquanto se distrai colocando mais dinheiro em empresa pública.

Pobre coitado do secretário de Guedes, que está de mãos atadas diante da liberdade de fazer aquilo que o ministro prometeu fazer enquanto buscava apoio para chegar ao poder. O liberalismo do Ministério da Economia, ao que tudo indica, será tão duradouro quanto o tempo de ereção do público alvo do Boston Medical Group.

Pequenas notas do Quinto dos Infernos

Até que o Moro não é tão ruim assim

No meio tempo em que não flerta com a cadeira de Jair Bolsonaro, Sergio Moro resolveu tentar abertamente uma vaguinha no STF. Há quem diga até que o juiz já disse ao presidente, enquanto faziam amor em um motel obscuro de Brasília, que ele deveria ser nomeado só para reduzir as dificuldades de Bolsonaro continuar no poder após 2022. Mas se Moro quer mesmo chegar lá, terá que fazer coisas que vão além do seu face lift.

Além do ex-juiz da Lava Jato, um dos nomes que já apareceram na imprensa como cotados ao cargo é Jorge de Oliveira. Também chamado de Jorginho, Oliveira tem 13 anos de formação em Direito e seis de OAB.

Se me prometerem uma nomeação que não envolva o Jorginho ou o Pato de Maricá, eu topo um impeachment a tempo da aposentadoria do próximo ministro. Só avisando.

Não me cutuca que eu te cutuco de volta

Enquanto o futuro partido do presidente utiliza imagens de Sergio Moro para divulgar a sua campanha de coleta de assinaturas de apoio à sua criação, o ministro da Justiça lançou uma lista com os criminosos mais procurados do país. Tem até miliciano na brincadeira.

Já o presidente Bolsonaro tuitou um texto de autoria do general Augusto Heleno em que o governo atual é visto como “o maior símbolo de combate à corrupção de que se tem notícia, nos 520 anos da história do Brasil“. Não muito tempo depois, Moro resolveu afirmar que o combate a corrupção “não é um projeto pessoal ou de governo, é um projeto de país“. Prioridades.

Moro deveria tomar mais cuidado caso queira ir para o STF. Em vez de cutucar o seu chefe, talvez seja interessante para o ministro manter o apoio da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). A organização, ligada a Eduardo Bolsonaro, resolveu abrir uma consulta interna para avaliar a posição dos agentes de segurança pública sobre a criação de um ministério da Segurança Pública.

Pelo menos não é petista

Após o melhor pior Enem de todos os tempos e da última semana, as atenções dos jovens ficaram voltadas para as seleções do Sisu e do Prouni. Mas não para comemorar um aumento do número de pessoas em situação de vulnerabilidade social (ou pobres, como se diz aqui na terra do blog) nas universidades nacionais.

Mas antes de entender a sequência de desatinos que virou o Enem (e os processos de seleção que dele dependem), que teve até Lorenzony pedindo a Olavo de Carvalho a benção para ter o MEC, vamos ao recap sobre como chegamos até aqui:

  • assim que chegou ao poder, o governo Bolsonaro retirou todos os comunistas que passaram os últimos 20 anos executando o Enem dos seus cargos;
  • após isso, o Inep teve 4 diretores diferentes (e um longo período sem alguém ocupando a direção do órgão responsável pela prova, que é um dos maiores exames de acesso ao ensino superior do planeta).
  • além de perder os burocratas que já executavam a prova, o governo também ficou sem a gráfica responsável pelo exame nos últimos anos;
  • no seu lugar, entrou o segundo lugar no último edital, que não tinha experiência nesse tipo de serviço;
  • após a prova, o ministro foi ao Twitter informar que realizou o “melhor ENEM (sic) de todos os tempos“;
  • na hora de divulgar as notas, um grupo de alunos notou que a sua nota estava errada, algo que você pode ver o recap aqui;
  • o MEC negou que havia problema na correção das provas;
  • o MEC confirmou que houve um problema na correção das provas;
  • o MEC afirmou que as provas com problemas foram averiguadas e que o Sisu e o Prouni ocorreriam normalmente;
  • o Sisu e o Prouni não ocorreram normalmente.

Na segunda-feira (27) o MEC suspendeu as inscrições do Prouni. A justificativa era o bloqueio da exibição da nota do Sisu, que estava prevista para o mesmo dia. A proibição (da exibição das notas do Sisu) foi tomada na sexta-feira (24) pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

O juiz responsável pela medida solicitou ao MEC que apenas continuasse os processos de seleção após dar boas garantias de que os problemas encontrados tivessem sido solucionados. No dia seguinte, a medida foi revogada pelo Superior Tribunal de Justiça.

O MEC, porém, resolveu se adiantar ao STJ e publicar parte dos resultados extra-oficialmente na terça-feira (28). Procurado pelo O Globo, o ministério não informou por qual razão o vazamento ocorreu. Disse, porém, que os dados divulgados não correspondiam ao resultado final da seleção (correspondiam).

A segunda-feira também foi o dia em que a Defensoria Pública da União acionou a Justiça contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub. O ministro, no final de semana anterior, atendeu ao pedido de um apoiador do governo e moveu os pauzinhos necessários para que a nota de sua filha fosse revisada. O mesmo ministro que, dias antes, bloqueou internauta não bolsonarista que cobrou uma boa gestão dos resultados do Enem. A acusação de violação do princípio de impessoalidade na administração pública é mais uma das várias que o governo já tinha recebido referentes à correção do Enem.

Na terça-feira, enquanto Weintraub conseguia manter um amplo apoio do governo, a Comissão de Ética emitiu uma advertência ao ministro. O motivo foi a comparação, em seu Twitter, dos ex-presidentes Lula e Dilma com substâncias entorpecentes.

No final da tarde de quarta-feira (29), a Folha de S. Paulo avisou que os resultados do Enem, um dos principais fatores que validam a prova como porta de entrada para as universidades brasileiras, não são confiáveis. Como o MEC não recalibrou os resultados de todos os estudantes após identificar as provas com problemas, os vestibulandos que tentaram a prova correm o risco de ficar com um resultado incorreto. O que não seria um problema grave se os vestibulares mais concorridos não fossem decididos nas casas decimais das notas de cada candidato.

Falando em resultados, a divulgação das notas não levou ao fim dos problemas de quem disputou o Sisu. Os candidatos, que já tinham enfrentado problemas na hora de fazer a seleção do curso, também lidaram com erros durante o cadastro nas listas de espera do exame. Um pobre coitado foi até parar em um curso que não tinha interesse.

Para quem teme que os casos ficarão sem penalização para os responsáveis (ou o responsável), pode ficar tranquilo. O presidente avisou no dia 28 que fará uma investigação para averiguar o que levou a tantos problemas. Seria interessante ver o governo evitando gastar outros R$ 48 milhões da União buscando um sabotador e direcionando as suas atenções para o responsável pela pasta da Educação. Quem sabe assim o real culpado não perde o cargo rapidamente.

Seguir as orientações de Rodrigo Maia pode ser uma ideia mais inteligente do que focar no que diz Eduardo Bolsonaro e a militância do governo. Não é a primeira vez que o presidente da Câmara acerta em suas falas. Não há investimento de longo prazo que dê certo em um país incapaz até de distribuir o número correto de vagas para candidatos com deficiência física durante o Sisu.

Desde que chegou ao poder, Weintraub gastou mais tempo fazendo gracinha no Twitter direcionado ódio ao pagador de impostos do que cuidando da pasta com um dos maiores orçamentos (e número de problemas) de Brasília. O ministro resolveu tratar a sua cadeira com a mesma mediocridade que tratou a sua vida acadêmica. O resultado, infelizmente, está afetando milhões de brasileiros (e não só o seu futuro) e complicará até mesmo a realização de conferências e as viagens de cientistas e pesquisadores brasileiros pelo mundo afora.

E os pesquisadores de humanas, claro. Pois é sempre um dia bom para ferrar com o pesquisador de humanas.

A resposta política chegará em breve. Nesta semana o Congresso voltou a trabalhar. A MP da carteirinha de estudante pode caducar por falta de articulação (ou boa vontade) dos parlamentares. No senado, já tem senador pedindo convocação de Weintraub, passo que também foi tomado por Tabata Amaral na Comissão de Educação. Se demorar muito, os políticos podem se unir e chamar o ministro para se explicar na frente do plenário.

O MEC vai precisar fazer um trabalho que vai muito além de um contrato de R$ 20 milhões para a nova assessoria de imprensa do órgão se quiser deixar de ouvir de Rodrigo Maia que o seu comandante representa a “bandeira do ódio”. Um caminho interessante seria mandar Weintraub de volta para São Paulo. Com sorte o nosso maior problema volta a ser a presença de criacionista na Capes.

O aspone mais caro do país

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, está se sagrando como o funcionário público mais inútil do país (e olha que a disputa é elevada). Até que a sua saída do cargo se torne uma realidade, o ministro terá como maior objetivo diário passar a mensagem presidencial ao Congresso e articular uma chapa para o poder executivo em sua terra natal. Ou voltar para a Câmara e retomar a sua posição de deputado irrelevante do baixo clero.

Onyx, após assumir a Casa Civil, já perdeu o Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) para a Economia, a articulação política e a Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ). O Conselho da Amazônia também fugiu das suas mãos, sendo agora responsabilidade do vice-presidente, Hamilton Mourão.

Eu mencionei que o assessor de imprensa de Onyx também foi exonerado por Bolsonaro? Pois é.

O sulista pode se unir ao porta-voz da Presidência, o general Rêgo Barros, criar a SePone (Secretaria de Porra Nenhuma) e assim dedicarem os seus dias em Brasília à prática de gamão e bocha. Farão mais bem pelo país do que os esforçados ministros de outras áreas, como o do Meio Ambiente e o da Educação.


Eu escrevi e revisei este texto com a ajuda da Ninna. A língua é viva e você pode apontar qualquer erro diretamente no meu Twitter.

Publicado por guilhermehmds

Guilherme gosta de História, de discutir, de estudar, de Formula 1 e de batata. Guilherme adora uma batata.

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