O avanço da nova variante do SARS-Cov-2, a possível suspensão do Telegram no Brasil e os problemas do passado do presidente.

Tudo isso e muito mais no resumo da semana #160 do governo Bolsonaro.


The foloowing takes place between jan-18 and jan-24


Tapando o sol com a peneira

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estuda suspender o Telegram no Brasil. A decisão pode ser tomada caso seja mantida a recusa dos controladores do aplicativo em manter diálogo com o órgão. A plataforma, como muitos sabem, é uma câmara de replicação de conteúdos falsos e muitas vezes criminosos sobre política (e filmes, músicas, seriados e livros, mas isso aí não é com o TSE).

Como apontado pelo pessoal da Interfaces, o Telegram é uma plataforma muito menos abrangente quando comparamos com aplicativos com menos recursos para moderação e que contam com representação no Brasil, como é o caso do Whatsapp. O que não torna a postura do aplicativo correta, é claro: seria muito mais fácil Pevel Durov, CEO da empresa russa que cuida do mensageiro, contratar meia dúzia de pessoas para responderem à Justiça brasileira sempre que possível do que ter que lidar com a suspensão do seu app por estas terras.

Movimentando à direita

Valdemar Costa Neto, condenado por corrupção e presidente do Partido Liberal, marcou para o dia 29 de janeiro a convenção que oficializará o nome de Jair Bolsonaro como candidato do partido ao Planalto em 2022. Só tem um problema: o calendário eleitoral do TSE só permite esse tipo de evento entre 20 de julho e 5 de agosto.

Nada mais Valdemar Costa Neto do que fazer de conta que leis não existem ou são mera convenção social.

Peixes morrem pela boca

Waldir Ferrar, ex-assessor e um antigo amigo de Jair Bolsonaro, foi à Veja afirmar que havia rachadinha nos gabinetes do presidente e de seus filhos. A culpa, porém, não era de Bolsonaro: Jair, segundo ele, nada sabia e todo o esquema era obra de Ana Crristina Vale, segunda mulher do presidente.

Ok, vamos colocar isso como uma possibilidade. Como um presidente vê a sua esposa enriquecendo loucamente e não desconfia de nada? Uma pessoa como essa merece ficar no cargo político mais importante do país? São questões de resposta óbvia que esta redação faz ao leitor neste final de janeiro.

Pequenas notas do Quinto dos Infernos

Pedi para parar, não parou

número de novos casos de covid-19 segue crescendo em níveis dignos de recorde. Exaustos e sem estrutura, os médios da rede de saúde pública paulistana tentaram uma paralisação para pressionar a prefeitura para ampliar o quadro de pessoas atuando no combate à pandemia. O Tribunal de Justiça de São Paulo disse que não e ficou tudo por isso mesmo.

Ponto de esperança

A expansão da ômicron está ajudando todo brasileiro que não é desonesto ou conta com QI de dois dígitos a entender o poder das vacinas. Em Belo Horizonte e no triângulo mineiro, a vasta maioria das pessoas internadas com covid-19 não estão vacinadas.

Também é importante notar que as pessoas do país Minas Gerais internadas que estão vacinadas ficam apenas 4 dias no hospital. Antes da vacina, a pessoa tinha sorte se recebesse alta em uma semana. No horrível Rio de Janeiro, os números são semelhantes.

Só fica doente quem testa

A Anvisa pediu mais dados para o Ministério da Saúde no processo de análise do pedido de liberação de autotestes de covid-19. Diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária reclamaram da ausência de uma política pública em torno dos testes e da notificação de casos. A pasta reclamou e terá até o dia 04 para enviar uma resposta.

Não fica doente quem vacina

Em notas relacionadas, a Anvisa aprovou a aplicação da Coronavac em crianças e adolescente de 6 a 17 anos. O Instituto Butantan já conta com 15 milhões de doses disponíveis, o que é um ótimo indicativo de que os números da covid nos próximos dias darão espaço para muita aula presencial em 2022. João Dória já está trabalhando para conseguir isso.

Se errei ou se menti, o importante é que vivi

Por último, e não menos importante, o ministro da Saúde cometeu um pequeno errinho nos últimos dias: disse que 4.000 crianças morreram por causa de vacina, quando o dado oficial é de 11 óbitos. Matemática é difícil.

Dias depois, a pasta emitiu nota técnica questionando a efetividade das vacinas e defendendo remédios que não funcionam contra a covid-19. O documento contou com uma mal elaborada tabelinha para mentir muito e manter o negacionismo ativo no Ministério da Saúde. Para a raiva de alguns, a Rede entrou com ação no STF solicitando o afastamento do responsável pelo texto.


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Este texto foi escrito pelo Guilherme e revisado com a ajuda da Ninna. Você também pode nos acompanhar no TikTok, no Twitter ou diretamente em sua caixa de entrada.

Publicado por guilhermehmds

Guilherme gosta de História, de discutir, de estudar, de Formula 1 e de batata. Guilherme adora uma batata.

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