Receita de Café com cachaça, melado e creme de leite

Rodando pelas interwebs da vida, encontrei uma receita que une o lindo ao maravilhoso. Confira abaixo essa receita de café com cachaça, melado e creme:

Ingredientes

  • 1/2 xícara (chá) de cachaça ou poire
  • 2 colheres (sopa) de melado
  • 300 ml de café expresso bem quente
  • 4 colheres (sopa) de creme de leite

Modo de preparo

  • Coloque numa panela a cachaça e o melado.
  • Leve ao fogo e cozinhe.
  • Mexa sem parar, por 2 minutos, ou até ferver e ficar homogêneo.
  • Retire do fogo.
  • Distribua a cachaça com melado nas xícaras.
  • Acrescente o café (que deve estar bem quente).
  • Mexa lentamente com uma faca.
  • Enquanto estiver mexendo, adicione o creme de leite em fio.
  • Sirva em seguida.

Rendimento: 4 porções.

#25 [versão alternativa]

Ela não queria. Ele não devia. Eles sequer tinham que estar ali. Ela sabia que era errado,. Ele queria que aquilo fosse certo.

Mentira

Ela queria. Ele queria. Como não querer? A química que entre eles rolava, fazia com que a cada segundo a vontade de beija-la aumentasse.

Nos poucos segundos em que não se beijavam, ele buscava palavras para lhe dizer o que estava sentindo. Não as encontrava. Ela tinha lhe roubado todo o seu vocabulário horas antes, ao lhe dar o primeiro beijo. E hipnotizado por aquele olhar, ele a beijava mais e mais.

Poderiam passar o dia todo ali, se abraçando, beijando mas não: tudo os fazia querer mais. A música parecia ter a batida perfeita para os embalar naquela tarde quente.

Ele a colocou no seu melhor ângulo, seus cabelos caindo, tapando parte do seu rosto. Ela, sentada sobre ele dizia que aquilo tudo ia dar merda. Ele sorri, a puxa e lhe beija, enquanto ela deitava sobre o seu corpo. Como ela estava linda.

O suor escorria pela pele. Como aquilo poderia estar acontecendo? Ele já não ouvia mais a música, já não ouvia sons. Mãos que percorriam os corpos um do outro, a mão cravada na cintura, a unha que arranha a pele a cada beijo mais caloroso.

#25

Ela não queria. Ele não devia. Eles sequer deveria estar ali. Ela sabia que era errado. Ele queria que aquilo fosse certo.

Mentira

Ela queria. Ele queria. Como não querer? Aquela música, aquele lugar, escuro, quente. A solidão que os rodeava, o desejo de amar. Naquele momento, o mundo parecia estar aos seus pés.

E quando seus lábios juntos não estavam, ele buscava palavras para expressar tudo aquilo que estava sentindo. Não as encontrava. Ela havia lhe roubado todas as palavras de sua boca horas atrás.

Sentada sobre o corpo dele, ela estava maravilhosa, seus cabelos caindo, tapando o seu rosto, aquele sorriso… Queria ele dizer isso, mas hipnotizado pelo seu olhar sombrio, profundo, que lhe penetrava a alma, ele só conseguia querer  o corpo dela mais junto ao seu corpo.

O suor escorre pela pele. Como aquilo poderia estar acontecendo? Ele já não mais se importava com a música, ele já não ouvia sons, ele já não sentia seu corpo. Seu corpo estava ali para sentir, ver, ter o corpo dela, nada mais.

Mãos que percorrem o corpo quase nu, a unha que arranha a pele, cravada pelo impulso do beijo ardente. Movimentos sincronizados, em busca de carinho e amor. Duas almas sedentas para dar e receber aquilo que tinham de mais precioso: Amor

Sobre ~expectativas

Uma das poucas coisas realmente úteis que a vida me ensinou, é que o ser humano gosta de sofrer. Ninguém assume isso, é verdade, mas é fato que a maioria de nossas atitudes nos levam ao sofrimento. É um risco que assumimos quando decidimos criar expectativas, quando decidimos julgar e decidir a nosso bel prazer o tipo de atitude que  seria certa ou errada para alguém.

Será que é mesmo tão difícil assim para nós aceitarmos a atitude do próximo mesmo ela sendo o oposto daquilo que a gente esperava. Será que é tão difícil assim esperar somente o “básico” de quem está ao nosso lado?

Consideramos normal esperar que as pessoas que estão ao nosso lado, não falem com quem não falamos, não frequentem locais que não frequentamos. E quando alguém vai contra isso, dizemos que jamais esperávamos isso da pessoa, nos considerando no direito de esperar algo de alguém.

O que você espera de quem está ao teu lado, é aquilo que eles julgam ser o certo? O que eles esperam de você? É realmente valida toda essa expectativa?

~reflitão~

Revisado por @Skellington

Por entre copos de bebida, sorrisos amarelos e sonhos lúcidos (parte final)

04:40

Então a música acaba. Ele bebe mais um gole da sua bebida. Deixa a taça cair no chão, se despedaçando e se misturando ao vinho espalhado pelo chão da sala.

Começa a tocar Mystery Train. Ele jamais conseguiria se esquecer da sequencia “Mystery Train – Away in Índia – Crossroads” daquele álbum. Ele jamais poderia se esquecer dessa sequência mágica. E voltou a cantar, a rodopiar, como se não existisse mais vida além daquilo. Depois daquilo.

E pouco importava se haviam cacos no chão. Pouco importava se eles se entranhavam por entre a sua carne fria, rasgando suas veias. Num rodopio caiu sobre a cama da sala. Respiração ofegante. Os pés ardem, doem, sangram.

Mãos sobre a barriga. Olha para o teto, olha para aquela taça sobre a sua barriga. Encaminha a taça até a sua boca, engole o que resta de bebida, sem se importar com o que escorre pelo canto da boca. Lágrimas escorrem pelo seu rosto e a última coisa que dele seria possível ouvir naquela noite, seria a mistura de uma risada desesperada clamando ódio e amor com o sussurrar de um trecho daquela longa música.

Por entre copos de bebida, sorrisos amarelos e sonhos lúcidos [parte 4]

(A parte anterior você encontra aqui)

03:45

As caixas de som estão ligadas, ecoando músicas sombrias, LCD Soundsystem, Interpol, Muse, The Doors, Gorillaz. Um dia o aleatório teria que funcionar e selecionar músicas que combinassem com o seu humor.

Pega mais vinho. Estranha que a bebida ainda esteja gelada, mesmo estando a tanto tempo fora da geladeira. Prossegue seu ritual. Aumenta mais o som. Dane-se os vizinhos. Me matem se eu os acordar.

O som da guitarra de Robby Krieger invade a sala, a voz melódica de Jim Morrison cantando “Rock Me” ecoa pela mente perturbada provocando um turbilhão de sensações no seu corpo. Levemente bêbado, começa a cantar, olhando para o teto, taça de vinho levantada, o mundo girava ao seu redor.

Se levanta, começa a dançar, rodopiar pela sala como se alguém lhe fizesse companhia. Movimentos tortos, sem sentido de existir. Acompanhando o som metálico do computador, se juntam o som daquela guitarra, a voz melódica daquele vocalista, o arrastar de seu pé pelo chão, a voz triste daquele jovem bêbado.

Por entre copos de bebida, sorrisos amarelos e sonhos lúcidos [parte 3]

(a parte anterior você encontra aqui)

00:20

Luzes apagadas, computador ligado. Só se ouve o barulho do cooler. Só se enxerga o que as luzes do eletrônico ilumina. Senta-se, bebe mais um gole da sua mistura alcoólica.

“Puta que pariu Guilherme, pra que insistir nisso?”

Cegado pela luz forte do computador ele tenta ler mensagens desconexas, declarações de amor que para ele não são, pessoas se desejando, planos sendo feitos e ninguém sente a sua falta. Se levanta.

Um computador, um corpo imóvel, sem camisa, bermuda amassada, corpo encurvado, uma cama bagunçada e uma parede.

Se vira, olha a sua sombra crescendo pela parede, o copo na sua mão. Sou uma figura macabra- ele assim se define. A mistura do azul com o verde que sai das luzes do computador, ilumina os móveis dando a eles um aspecto sombrio.

Ele se move, meio tonto, depois de horas buscando um sono descente, ainda sem ver direito, sem definir corretamente o preto do branco, entra no banheiro cambaleando com o seu copo de vodca. A luz do espelho, volta a impedir que ele abra totalmente os olhos. Deslizando rapidamente a mão por dentro do armário que fica atrás do pequeno espelho, ele busca algo que acabe com a dor de cabeça que a vodca provocou, ou que acabe de vez com ele.

Suicídio seria algo plausível se os remédios fossem fortes o bastante para o fazer dormir e não acordar mais. Sem pique para tentar uma overdose, sem pique para pressionar aquela tesoura que agora arranha o seu pulso, dando a ele uma sensação de perigo. Adrenalina correndo pelas veias, coração batendo rápido. Um sorriso sádico diante da própria dor.

Mas se recorda que isso jamais seria feito, e joga a tesoura com raiva em direção a parede. Força tanta, que deixa um azulejo trincado. Na porta do banheiro, bebe mais um gole (gole forte, grande, para doer garganta abaixo) do seu drink estranho, e decide voltar a sala.

Por entre copos de bebida, sorrisos amarelos e sonhos lúcidos [parte 2]

(a parte anterior você encontra aqui)

22:20

Ainda deitado na cama. Bebe mais um gole daquilo. Os fones de ouvido fazem ecoar por aquela mente perturbada alguma música. Desejo louco de sair, de vestir determinada roupa e se perder por entre copos cheios de álcool, diante de sorrisos amarelos e sonhos lúcidos daqueles pseudo bares cults da Savassi.

Sair sem hora para voltar, sem rumo, sem nome, amigos e endereço. Então seus olhos se abrem e ele se lembra que não tem dinheiro para o taxi, que não teria capacidade de conversar com desconhecidos por muito tempo (e se teria, isso seria irrelevante), e que a roupa não está limpa.

Suas mãos ficam tremulas, a respiração rápida. O ar que sai pelas narinas se aquece. Os olhos doem de tanto dormir tentando esquecer o mundo.

Com raiva o fone de ouvido é lançado contra a parede. “Dane-se, ele está na garantia mesmo.” Suas pernas  pedem movimentos, sua mente implode em pensamentos, rostos, olhares, frases. A lembrança de palavras que jamais existiram, quando ele dela mais precisava e ela decidiu-se calar pepreterida no seu guarda roupa rante o sofrimento dele.

A tristeza e a agonia perante a impotência em mudar a sua situação o fazem querer chorar, mas já não lhe restam forças para chorar. Se levanta e vai até a sala cambaleando. Sua única companhia é o copo de vodca. Ao passar pela cozinha, o completa com vinho. Sabe que a mistura não é boa. Mas quem se importa?

Por entre copos de bebida, sorrisos amarelos e sonhos lúcidos [parte 1]

20:00

Aí você se vê sozinho em casa, em uma noite de sexta feira, na frente de meia dúzia de livros, cadernos, lápis, canetas tentando aprender algo de útil e recuperar o conteúdo perdido em uma semana de ausência na escola. Olha para o lado, vê que não há ninguém ao seu lado para te ajudar, para te amar, para te fazer companhia ou ouvir as suas palavras tristes e suportar a sua agonia.

E ao lembrar disso, vê que está longe da pessoa amada, vê que ela talvez não te ame tanto assim, ou que pelo menos não saiba te amar como você gostaria que fosse amado. E se reprime por achar isso. Afinal de contas “ela te ama, só não fica demonstrando isso o tempo todo” repetia ele tentando se convencer disso.

A concentração a essa altura já não lhe permite mais estudar. Levanta-se. Abre a geladeira. Vê uma garrafa de vodca e uma de vinho consumidas pela metade. Pega as duas. “Uma taça com vinho e vodca juntas. Que tal?” O gosto daquilo descendo pela garganta não era tão bom quanto ele imaginava.

Outro copo.

“Vodca primeiro com um pouco de suco de limão, depois alguns goles de vinho ok?”

Repetia isso mentalmente enquanto fazia seu ritual: corta limão, coloca no copo, espreme, coloca açúcar, vodca, prova.

“Ok, parece estar bom. Vinho. Cadê?”

Se move até o computador. Nada de interessante na internet. Tenta jogar algo. O desempenho pífio o faz desistir. Desliga o monitor, apaga as luzes, deita na cama e tenta dormir.

Aqui eu tinha que colocar o titulo né?

[Epilogo]

Tá tocando Sean Kingston na rádio, eu to cansado, querendo dormir, mas resolvi criar vergonha na cara para digitar isso, mesmo sabendo que não dará em nada e ficará uma porcaria MAS, como eu estou a enrolar a mais de uma semana, melhor fazer isso logo.

[Inicio]

Começo a falar do dia da mulher, que aliás, foi um belo dia, mesmo com a sua, a minha, a nossa timeline se enchendo dos mesmos clichês de sempre (feminismo, machismo, revoltas, piadas infames, etc), não posso deixar de agradecer a @ocriador, caso ele exista, por ter feito algo tão bom.

Afinal de contas, não existe nada melhor do que mulher né mesmo? A elas esses dois vídeos, e meu coração. Pensando bem, melhor deixar vocês só com os vídeos, meu coração não deve ser dado a qualquer uma ai (mas se me passar uns copos de vodca antes, quem sabe a gente não pensa no seu caso(eu e o meu coração)).

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=AcwYEGdKto8]
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=jRkABbhMi8M]

[NOTA: Eu começo a digitar o texto, e minha irmã vem mandar pedir para eu sair do pc, ou seja..]

[Meio]

Agora vem a segunda coisa que eu queria postar essa semana, mas desisti: O amor

Ah o amor. Hoje foi #lovefriday no Twitter. Eu e mais outros internautas enchemos a sua timeline de amor (ou #morazo, como alguns preferem) e pelo menos o meu twitter, quase teve um orgasmo com tanto love.

Amor é uma coisa estranha, e esse sentimento andou me trollando foderosamente ultimamente. Mas creio que depois de muitos conflitos, eu me decidi (ou não, vai saber). Mas que se dane, não vou compartilhar o que eu penso acerca do que está acontecendo por respeito as pessoas envolvidas.

Enfim, agora alguém deve estar mais frustrado que eu (mentira, ninguém lê essa porra mesmo). Eu pelo menos estou, pois tinha muito a dizer, e poucas palavras para digitar. Agora que fodeu tudo, só digo uma coisa:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=EbGwgzAKMWU]

[NOTA2: ninguém lê mesmo, nem meus amigos, mas um dia eu vou pegar muitas gatas, e vou obrigar elas a ler e a clicar no ad sense que não existe, acredite]

[FIM]